Veja os mitos e verdades sobre as lentes de contato

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Mais populares a cada ano, as lentes não são um simples acessório   

Usadas para corrigir a visão de pessoas que possuem doenças oculares como a miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia (a “vista cansada”), as lentes de contato são uma boa alternativa para quem não deseja usar óculos de grau em tempo integral. Entre os usuários, muitos se rendem a elas pelo efeito estético que proporcionam, com a aparência natural do rosto sem o uso dos óculos. E os benefícios estéticos vão além de uma boa visão. Há também quem utilize as lentes para disfarçar problemas como cicatrizes na córnea, despigmentação ou apenas para mudar a cor natural dos olhos.

Mais populares a cada ano, pela facilidade de acesso e menor custo, no entanto, sejam elas rígidas ou gelatinosas, as lentes não são um simples acessório. De acordo com os oftalmologistas, o uso das lentes requer cuidados especiais, que, muitas vezes, são envolvidos por mitos que costumam confundir os usuários. Para a médica oftalmologista especialista no implante com lentes de contato do Hospital de Olhos do Paraná Saly Moreira, o primeiro mito é acreditar que uma pessoa pode usar lentes sem orientação médica, comprando o produto por conta própria.

“Para usar lentes de contato, antes, há a necessidade de passar por um exame oftalmológico completo. Neste exame, o médico avalia se o paciente possui condições para usar a lente e se irá se adaptar a ela. Olho seco severo e outras condições podem ser um empecilho para o uso das lentes. E mesmo as lentes coloridas, sem grau, podem oferecer riscos se utilizadas de forma indevida ou sem orientação”.

No caso das mulheres, os hormônios podem influenciar e dificultar o uso das lentes, especialmente na gestação e a lactação, período em que a composição química da lágrima pode se alterar, ficando mais gordurosa, o que gera desconforto e, em alguns casos, até inflamações na córnea. “Já na menopausa, os olhos podem ficar mais secos. Nestes casos e durante a gestação, o uso de colírios lubrificantes e reduzir o período de utilização das lentes costuma ajudar”, esclarece Saly.

A quantidade de uso também faz parte das orientações do oftalmologista do Hospital Vita Batel Roberto Veleda Bermudez. “As lentes de contato podem ser nossas melhores amigas ou as piores inimigas. Isto depende da quantidade de uso, dos cuidados com a assepsia e da disciplina em seguir as orientações do oftalmologista. Usar lente em excesso não é recomendado”.

Outro mito, segundo ele, é acreditar que basta possuir as lentes, sem ter também um bom par de óculos. “A pessoa deve alternar o uso: ficando um pouco com as lentes e outro período com os óculos. Fim de semana, à noite e em casa, a lente pode ceder lugar aos óculos”, diz Bermudez. Para ele, com estes cuidados, com a higienização adequada e com responsabilidade em relação ao uso, as lentes só trazem benefícios.

Quem confirma que o uso das lentes pode ser confortável e útil no dia a dia é a designer de interiores Arethuza Cyrne da Rocha, 34 anos. Usuária de lentes desde os 15 anos, ela revela que nunca teve problemas e alergias. Tudo isto porque sempre seguiu à risca o que seu médico indicou. “Nunca tive problemas e minha adaptação às lentes foi tranquila. No início, usava apenas para corrigir minha miopia e, hoje, com o avanço dos materiais, uso minha lente gelatinosa para a miopia e também para o astigmatismo”.

Para evitar infecções ou passar por dificuldades par,a enxergar, ela conta que sempre carrega na bolsa seus óculos, o produto para limpeza e um estojo para guardar as lentes. “A gente nunca sabe quando vai precisar guardá-las, quando um cisco entrará nos olhos”.

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